Restaurante Solar dos Amigos e Ilha do Paraiso
O Restaurante Solar dos Amigos, no Guisado,
Freguesia
de Salir de Matos, nasceu ha 23 anos, altura em que eram apenas servidos
petiscos acompanhados
ao som
do fado
português. Da pequena sala, com bancos e mesas
em madeira e decorada com utensílios à
actividade equestre, o restaurante foi
alargado, contando passados
alguns anos, com mais duas salas, seguindo o mesmo estilo rústico e pitoresco,
criando-se A Ilha do Paraíso. Na sala de entrada, decorada num estilo tosco em
madeira, os comensais
podem observar o grelhar
da carne e do
peixe que irão consumir, sendo este espaço mais apropriado para
casais ou pequenos grupos. As duas salas contíguas são mais adequadas a festas
com muitos participantes – um
dos fortes da casa – devido ás suas maiores dimensões e á própria disposição em
corrido das mesas.
Desde a decoração, passando pela louça em barro onde são servidas as iguarias, até à confecção dos alimentos é patente a preocupação em manter neste restaurante as tradições gastronómicas nacionais. O próprio serviço é, aliás, revelador do espírito acolhedor caldense.
Quanto
à lista, destacam-se desde logo as especialidades da casa – bacalhau com migas,
a grande costeleta de novilho, caxadinhas no forno, cozido à portuguesa e
cabrito no forno, as três últimas servidas apenas ao sábado e domingo. Ocupando
os grelhados lugar de destaque, completam a ementa, quanto a carnes, costeletas
e febras de porco preto, lombo, entrecosto de porco, febras de porco,
entremeada de porco, costeletas de borr
ego e bife de picanha. Nos pratos de
peixe encontra-se bacalhau com batata a murro ou
batatas cozidas, chocos grelhados , lulas grelhadas e enguias fritas.
Como entrada, figuram iguarias como amêijoas frescas, morcela de arroz ou de sangue, chouriço de sangue, alheira de Mirandela, farinheira e linguiça.
“Desde os 13 anos que trabalho aqui e nunca tive férias”
Luísa Nunes, éhoje a proprietaria e sempre
trabalhou no restaurante, que pertencia ao seu pai, “Desde os 13 anos que
trabalho aqui e nunca tive férias”, conta. O gosto pelo trabalho vai ao ponto de
afirmar que “Quando folgo à quarta-feira, ao fim do dia estou cheia de saudade
de trabalhar”. Luísa
Nunes explica que a decoração do restaurante foi feita pelo seu pai, que
aproveitou o facto de terem uma criação de cavalos para introduzir vários
elementos ligados á actividade.
Em especial no Verão, o Solar dos Amigos é um
ponto de passagem obrigatório de muitos turistas, quem vêm
através da
publicidade “de boca-a-boca”. “Temos muitos ingleses e holandeses que vêm cá
todos os anos, porque
fazem aqui na zona, turismo de habitação”. Mas a população portuguesa conhece
bem o local de repasto, que recebe residentes em Lisboa. “Cerca de 90% da
clientela”, Porto, Santarém, entre outros. As festas de aniversário e despedidas
de solteiro são frequentes. “Aos fins-de-semana temos em média 100 pessoas por
dia”. Conta a proprietária, que diz que fazer grelhados para 80 pessoas “é
fácil”.
Idalina Gomes é a responsável pela cozinha.
Trabalha no Solar do Amigos desde que abriu e afirma
que faz o que
gosta. “Se pudesse voltar atrás não escolhia outra profissão”.
Começou ainda antes disso nas lides culinárias, a
dar auxilio em casamentos.
Mais recentemente e devido aos seus 68
anos, só trabalha ao fim de semana,
repartindo o seu tempo de trabalho na sua fazenda. Conta que tudo o que aprendeu
foi através da prática e para ela o principal cuidado a ter
enquanto cozinha é a
limpeza do local e dos alimentos.
“O asseio é muito bonito”, sublinha. Porém, ha
uma tarefa que diz não gostar – lavar a loiça. Quanto ao resto, “tudo é fácil,
basta gostar de cozinhar”.
Rui Tibério